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A condenação de Cuca não é um mero detalhe

  • observatorioudfon
  • 4 de set. de 2023
  • 2 min de leitura

Redação por: Gustavo do Vale, Mariana Garcia e Sabrina Pereira




Sabemos que os veículos de notícias têm diferentes estilos e tons ao relatar alguns eventos. Mas o caso da contratação do novo técnico do Corinthians, Alexi Stival, mais conhecido como Cuca, foi uma situação fora da curva, já que, além de mencionar seus grandes feitos dentro do futebol, se fez necessário relembrar o fatídico caso de Berna.


Caso de Berna

O caso que envolveu Cuca aconteceu em 1987, em Berna, na Suíça, quando ele e mais três jogadores do seu time à época, o Grêmio, foram acusados de estupro coletivo contra uma menina de 13 anos. Ficaram detidos por um mês antes de serem liberados para retornarem ao Brasil. Dois anos depois, eles foram condenados a 15 meses de prisão por atentado ao pudor com uso de violência.


As primeiras notícias publicadas


A Exame foi um dos primeiros veículos a noticiar a contratação de Cuca. Por ser um site especializado em economia, se manteve breve ao anunciar o novo técnico do Timão, não fazendo menções sobre o histórico profissional nem judicial de Cuca.


O próximo veículo a ser analisado é o Globo Esporte. Com a linguagem mais descontraída e informal, a matéria conta com um parágrafo sobre o histórico profissional de Cuca e dois sobre o histórico judicial. No texto menciona-se também o posicionamento da torcida contra a contratação, assim como a defesa de Cuca alegando inocência.


Os veículos R7 e Estadão decepcionaram ao diminuírem o ocorrido. R7 escolheu colocar em destaque a carreira de Cuca, ao invés de seu histórico judicial. Referiu-se ao caso de estupro como um “episódio” e tratou a condenação como apenas uma acusação.


O Estadão fez uma matéria com o total de cinco parágrafos celebrando a carreira de Cuca e apenas dois sobre o ocorrido. Mas essa não foi a pior parte, o jornal tratou o caso de estupro como uma “acusação de manter relações sexuais com uma menina menor de idade”. Lembrando que, tanto no Brasil como na Suíça, não existem relações sexuais entre adultos e menores de idade, isso é tratado como estupro de vulnerável.


O último veículo analisado foi a CNN Brasil, que tende a seguir uma abordagem mais formal. Trouxe uma matéria completa com três parágrafos sobre o histórico profissional do técnico e quatro sobre o histórico judicial. E chamou o crime pelo o que ele realmente é: um estupro coletivo.


A matéria destaque


O portal UOL levou o mérito desta vez ao mostrar pela primeira vez o lado mais importante, o lado da vítima. O entrevistado foi Willi Egloff, advogado da vítima. Em um furo de reportagem, o UOL conseguiu rebater a fala de Cuca sobre não ter sido reconhecido no passado. Durante a entrevista, foi revelado que Alexi Stival não foi apenas identificado pela menina, como o seu sêmen foi encontrado nela. Sendo assim, não restam mais dúvidas sobre a condenação dos quatro jogadores.




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